Sempre fui moleque com M de mala. Um fato. Armava das piores para testar meus limites e ver até onde me aturavam, e nossa, tem gente q merece palmas por ter me agüentado tanto. Mas enfim, me chamaram a falar da infância e por isso fico aqui, conjecturando que experiência compartilhar.
Estudei em colégio católico, fiz primeira comunhão e tudo, mas enfim, cresci acostumado aos mesmos lugares e rostos, inclusive ainda moro nesse bairro. Ando pela rua e, criança extrovertida que era, sempre tem alguém que olha pra minha cara e me cumprimenta, ou fala algo do tipo "nossa, te conheço de moleque, né?". Mas o que muita gente não sabe é que minhas memórias começaram em outro lugar.
Sinopi, Mato Grosso. Me lembro de barro, muito barro. Uma cidadezinha que, eu soube, há coisa de menos de 10 anos foi finalmente asfaltada. Também soube que já foi considerada a capital nacional do Motocross. Isso é quanto barro tinha lá! *rs* Mas de lá, me lembro de algumas das histórias mais bizarras, com certeza. Como a vez que chegava em casa, caindo a noite, no carro da Dra (vulgo: mãe) e ela comenta: "Nossa, olha que cachorro enorme tá revirando o nosso latão de lixo!" Quanta gente pode dizer que conheceu uma onça pintada, tão de pertinho? Ah, sim, e meu pai é procurado pelo Ibama. Ou ao menos deveria. Que eu saiba, atropelar um tamanduá bandeira é crime ambiental. Hahahahahahahahaha!
Mas tá bom, tá bom, eu tenho q escolher UMA história, né? Então vou pular de volta já pros tempos de Rio. Sempre adorei meus amigos, todos. Muita gente de colégio eu encontro até hoje, é ótimo - e um dos motivos porque o apelido "Addam" perdura -, mas não dá pra esquecer de todas as festas da escola, os encontros insanos, as madrugadas viradas e as viagens doidas. Fugir da aula pra nos trancarmos na sala de judô do colégio, tirar os sapatos e ficar zoando e rolando pelos tatames. Finais de semana inteiros lá em casa, só jogando vídeo-game (SuperNES comanda até hoje, valew?) e falando besteiras. A adolescência de viradas em "verdade ou conseqüência" e, impossível esquecer, as noitadas de RPG que infernizavam meus pais, com um bando de gente se empolgando na sala, rolando dados e rabiscando fichas.
Ah, quer saber? Não tenho uma história, específica. Dedico esse post a todo mundo que acrescentou alguma peça ao Lego que foi minha infância. E quero me desfazer de meus livros de RPG e vídeo-games antigos... mas sabe q aperta o peito, tentar?

Postei isso aqui a convite da linda Nanda, que sempre vem me dar um abraço cá pelo Palácio. Não vou convidar cinco pessoas pra fazer isso, pq eu mesmo gosto só de responder aos memes q curto. Então quem gostou, fique à vontade e me avise se o tiver feito.
Existem algumas regrinhas para este meme.
Peço o favor que todos a sigam. São elas:
1. Colocar o(a) link de quem o convidou;
2. Escrever um texto sobre lembranças da infância;
3. Postar o selo do meme dentro do artigo;
4. Se possível, colocar uma foto de quando era criança ou adolescente;
5. Chamar cinco amigos para brincar com você.