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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Chimeras em papel *e algo mais*

Era noite. O cheiro do salão era um misto de suor, medo e tensão. Todos se entreolhavam e percorriam as bainhas de suas armas com os dedos quase trêmulos, sentindo o couro frio, sem oferecer qualquer conforto. Suas lâminas ainda guardadas, para que o brilho não lhes entregasse a cobertura, naquelas sombras. Em alguns, a expressão apenas de medo. Em outros, um tipo de ansiedade quase suicida. Os que queriam que acabasse logo.

O primeiro sinal lhes roubava o fôlego e aumentava o silêncio quase opressor. Estava chegando. Tanto terror antes e em nada se comparava ao frio que agora lhes tomava os ossos, ameaçando congelar cada um daqueles guerreiros bem onde estava. Um som gutural, um rosnado baixo, anunciando que a besta aproximava-se. Em poucos instantes, naquela imensa nave, faltaria ar não apenas pelo respirar arfado de cada um… só agora percebiam o real tamanho do que haviam decidido enfrentar.

Os olhos dourados emitiam o brilho agourento do entardecer. Todos aqueles bravos desembainhavam suas armas e disparavam em carreira furiosa, como se em direção à glória ou à própria morte. Em cada grito, o desespero de ir lutar contra algo maior que a vida. E nenhum daqueles que mergulhou nas presas do desafio deu qualquer segundo de atenção às próprias costas… ou ao não-tão-bravo que fugira.

Ficaram os que não esmaeceriam, pena em punho. E, cada um com sua folha, começaram a escrever. Sua missão: matar a fera em duas horas.

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Atenção, senhoras e senhores, e perdoai a mim, o tolo, a quebra ligeira do protocolo. Ouvi e atentai ao que o nada ilustre bufão vos traz. Pois justiça alguma haveria não decidisse o Rei, em revelia, vir honrar ao próprio olhar.

Pois ouçam, súditos e visitantes, e saibam de outros reinos que os olhos do Troll agradam. Há sempre o que ler, o que descobrir, o que revelar. E por mais que a todos homenagear seja impossível, vem este selo indicar quem o Rei ache (e aqui, perdoai a rima tosca) imperdível.


Alice Lupin
Caldeirão da Bruxa
Casa da Sisa
Devaneios de um qualquer
Inspirar-Poesia
Macaires

9 comentários:

Macaires disse...

Puxa, Troll, quanta honra em ser indicada, a um selo, por você!
Estou mais que feliz, LISONJEADA!

Grande beijo!

Tyr Quentalë disse...

Primeiramente, digamos: Obrigada! A besta ferina de olhos amarelos agradece ao selo indicado.
Mas logo ao lado, devo dizer que seu conto mais uma vez torna-se o respirar o presenciar de suas linhas ao ver a batalha que desnuda diante de meus olhos. Tão bela e tão selvagem, de um sabor ímpar que será degustado milhares de vezes.

Troll disse...

MACAIRES:
Um prazer imenso lê-la e todo o merecimento dessa menção, aqui. É meu primeiro selo evah. *rs*

TYR:
O novo capítulo de Alice Lupin mereceu, cara Tyr. Agora, sobre o post, acho que é da natureza das palavras cada leitor interpretar do seu jeito, né? :-D

A Senhora disse...

Nino-Rei! :)

A Bruxa agradece... Porque passear pelos teus mundos também é um prazer imenso!

E o teu conto... sentir a expectativa, o medo, a fúria, o grito entalado na gartanta, o misto de pânico e euforia. E um objetivo assumido.

beijocas e obrigada, nino! :)

Mai disse...

Oi, Rei.

O que eu digo?
Deixa começar pelo começo. A tela carregando e com o novo lay e a nova cor, meu sorriso foi abrindo. Tua imagem inteira e tudo lindo e cheguei no selo e ai a alegria foi largo sorriso.

Obrigada, amigo. Muito obrigada.
Tudo aqui está claro e é seguir.

Carinho,

Mai disse...

E copiei e tô carregando o selo do 'inspirar' e teu conto com a trilha é 'medão' garantido.

outro beijo.

Troll disse...

MAMA:
Sabes muito bem o quanto merecestes esse selo, caríssima. Sempre te leio e adoro.

MAI:
Linda Mai, seus textos sempre me levam em viagens de sensações.

Fernanda Toledo disse...

Esta batalha é também a liberdade...

Ah! Que alegria ser indicada por você! Grata por este carinho!

Beijos.

Troll disse...

FERNANDA:
A indicação é mais que merecida, caríssima. E sim, em parte essa batalha é a liberdade, em si.