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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Carpe Noctem *ecos distantes*

O escuro da noite. 3h da manhã, a hora do lobo. Ir pra varanda de casa, observar a cidade que ainda se apaga. Ao longe, muito do que jamais dorme, luzes perpétuas contra o breu do céu. Disputam-se como estrelas de chão.

Mas há o silêncio, ao redor. Sentado, sentindo a brisa fresca de verão, ouço apenas algum ar condicionado, ninando o sono de quem seja, constante e grave. Algum carro ao longe, apenas de leve. Fecho os olhos na lufada de ar, súbita. Dá vontade e eu abro as asas, mergulhando dali. Percorrendo ruas, nisso de tentar abraçar tudo. As sombras vazam, por entre os prédios apagados, como névoa. Curvam-se aos postes amarelos e alaranjados, saudando-me em praças desertas.

De tantos sonhos por trás das portas, saem quimeras pela noite, brincando livres, dançando e desafiando o olhar incauto a crer no que vê. Abominações tomam conta de cada curva, de cada quina, fingindo assustar. Escondendo-se dos faróis acesos de um eventual motorista.

Mas o mais fascinante é o silêncio. Me perco em sinfonia. Fecho as asas e mergulho. Me espatifo no asfalto frio. A noite grita e eu sorrio.


Dream about falling down, de *bucz no deviantArt.

2 comentários:

Mirian Martin disse...

Poxa! Espatifar no chão foi a última coisa que pensei que faria! Mas o voo foi ótimo - fui junto. :)

bjs

Troll disse...

MIRIAN:
Não é tão ruim, quando se quer a espatifada! Hahahahahaha!