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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Dreadnought *do diário do Andarilho*

Hoje percebo o Palácio novamente já todo aceso, livre das sombras, reluzindo contra o céu escuro da noite, emitindo seus trovejares e relâmpagos em desafio às estrelas. Mas nada é tão ensurdecedor e impressionante quanto o que vejo, do alto da torre, à frente dos surreais Portais Nucleares.

Lado a lado, eles lutam contra onda após onda da horda de seres sombrios... cada um daqueles demônios de sombras se jogando, armas em punho, contra Rei Troll e Lorde Addam. O total abandono do frenesi com que avançam é sua maior arma. Mas cada nova investida da maré de seres disformes encontra os urros e as fortes garras a rasgá-los em fúria e a nobre lâmina a abrir-lhes em pedaços. Duas entidades, em seus golpes e berros de batalha. Tão diferentes, mas ainda assim a forma como degladiavam, praticamente ombro a ombro, era a de uma sincronia confusa. De uma ordem que só pode ser vista em meio ao caos.

Os dois feridos, mas nada parecia capaz de pará-los. Nenhum outro ser vil derramava seu sangue às imediações dos pórticos. A batalha avançava pelas planícies áridas, quando novas cornetas e trombetas começaram a soar, vindo do abismo ao longe, acima dos gritos de dor e morte daqueles inimigos. Novos e maciços exércitos negros se levantando àquele desafio... cercando a ambos. Por um momento, tudo silenciou. Mesmo ao longe, eu podia ouvir o resfolegar da respiração de Homem e Besta. E das presas desta e dos lábios daquele, surgiu algo acima de qualquer trombeta que os tentasse desafiar. Ao som daquelas duas gargalhadas, mesmo os fundamentos do mundo tremeram.

Mais sangue para a sede furiosa do Troll. Mais gritos e dor para o sadismo inconfessável e negro, do Lorde.

3 comentários:

Tyr Quentalë disse...

Sentado ao pináculo pego-me observando aqueles corpos a bailar em seus urros de guerra, sorrisos e dilacerar de corpos. O Palácio tão iluminado, mostrando-se vivo mais uma vez, mostrando-se forte perante sombras que não aceitam esta força renovada e poderosa. Temor...
Era isso que eu podia sentir nas almas daqueles que tentam ou tentavam derrubar Lorde e Rei e em meus lábios, apenas um sorriso de que nada mais poderá derrotá-los.
Aos meus olhos o orgulho de ter estado ao lado por todos esses momentos, em que o Palácio se manteve em trevas.
Aos demais que assistem esta batalha, eu apenas digo...
Não temam.

iaiá disse...

parece que os novos dias chegaram definitivamente não?
bjs

Anônimo disse...

TYR:
Não há temor nos residentes do Palácio, pois não há receio nos olhos dos dois monstros que atravessam as planícies, em sua fúria esmagadora.

IARA:
Os novos dias chegaram, avassaladores... e não há piedade com as sombras de outrora.